Síntese do Projeto
Última atualização: 10/06/2026
O projeto Sertão Vivo no Estado da Bahia é executado pelo Governo do Estado da Bahia, e financiado pelo BNDES com recursos reembolsáveis e não reembolsáveis do Fundo Verde para o Clima (GCF) e com recursos reembolsáveis do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e do próprio Banco.
O projeto Sertão Vivo no Estado da Bahia visa aumentar a resiliência dos agricultores familiares na região de clima semiárido do estado frente às mudanças climáticas, que incluem o aumento das temperaturas e da frequência e intensidade de eventos extremos, como as secas.
O projeto, contratado em 2025, promove práticas agrícolas resilientes em 49 municípios baianos.
Objetivos e resultados esperados
Os principais objetivos do projeto do Sertão Vivo no estado da Bahia incluem:
- Promover a adaptação e mitigação climáticas;
- Fortalecer os sistemas de produção agrícola;
- Aumentar a quantidade, diversidade, qualidade e regularidade da produção;
- Assegurar a segurança alimentar;
- Viabilizar o acesso à água;
- Restaurar ecossistemas degradados;
- Proteger a biodiversidade;
- Reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa;
- Promover a autonomia das mulheres;
- Estimular a fixação dos jovens no campo e a sucessão familiar;
- Conservar as práticas e os saberes de povos e comunidades tradicionais.
O projeto prevê a implantação de sistemas produtivos resilientes ao clima, o apoio à construção de cisternas e sistemas de tratamento e reutilização de água doméstica para reduzir o impacto de secas severas, o incentivo à construção de uma rede de agricultores, e promoção do empreendedorismo local, e a produção e a difusão de conhecimento.
A expectativa é beneficiar 75 mil famílias, com a previsão de 70% Cad único, 40% mulheres e 50% jovens,, e capacitar mais de 25 mil indivíduos para a prática e gestão de atividades econômicas sustentáveis.
Como Funciona
O apoio aos agricultores familiares é integralmente não reembolsável, para a implementação de sistemas produtivos resilientes ao clima (CPRS). Isso inclui quintais produtivos (espaços rurais, urbanos ou periurbanos caracterizados pelo cultivo muito intenso em pequena área) e sistemas agroflorestais com espécies nativas da caatinga, adaptadas ao clima semiárido.
Também contempla acesso à água para produção, ao construir reservatórios de água para uso produtivo, como cisternas-calçadão*).
O projeto também realiza ações de capacitação em práticas de produção agroecológica e tecnologias sociais, com foco especialmente em mulheres, jovens e comunidades tradicionais. São apoiadas também Escolas Família Agrícola (EFA) para experimentação e ensino aos alunos de CRPS, uso racional de água para produção, energias renováveis e outras práticas resilientes.
* https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/acesso-a-alimentos-e-a-agua/programa-cisternas/tecnologias-sociais