Panorama
Última atualização: 23/06/2026
A agroecologia oferece um caminho estratégico para transformar os sistemas agroalimentares. Essa abordagem é reconhecida internacionalmente por sua contribuição à sustentabilidade em diversas dimensões que incluem:
- Segurança e soberania alimentar,
- Mitigação e adaptação às mudanças climáticas e;
- Conservação da biodiversidade.
Sua importância se torna ainda mais evidente diante do elevado e crescente uso de agrotóxicos no país. Em 2022, o Brasil foi o maior consumidor mundial desses compostos. Já em 2017, 33% dos estabelecimentos da agricultura familiar faziam uso de agrotóxicos. Entre 2010 e 2020, as vendas desses produtos cresceram 78,3%, quase três vezes mais que a expansão da área cultivada no mesmo período, refletindo uma tendência preocupante de aumento da dependência química na produção agrícola.
A Iniciativa
A iniciativa é fruto de parceria entre BNDES e Fundação Banco do Brasil (FBB) e marcou o retorno do Programa de Fortalecimento e Ampliação das Redes de Agroecologia, Extrativismo e Produção Orgânica (Ecoforte) como principal instrumento do governo federal para o apoio à agroecologia e à transição dos sistemas alimentares para sistemas mais saudáveis e sustentáveis, com o lançamento de um Edital em 2024.
O Ecoforte visa promover o fortalecimento e a ampliação das redes, cooperativas e organizações socioprodutivas e econômicas de agroecologia, extrativismo e produção orgânica, bem como ações transversais. Busca-se a intensificação das práticas de manejo sustentável de produtos da sociobiodiversidade e de sistemas produtivos orgânicos e de base agroecológica.
Essas práticas visam ampliar a escala de produção e a oferta de alimentos e produtos saudáveis, bem como contribuir para a promoção da transição agroecológica e da resiliência dos ecossistemas. Visam também promover a geração de autonomia social e econômica das famílias agricultoras, assentadas, de povos quilombolas, de povos indígenas e de povos e comunidades tradicionais. O Programa integra a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO) e o III Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (III Planapo), focando no fortalecimento de redes, cooperativas e suas organizações de produção orgânica e extrativismo.
O Edital habilitou 36 redes, e incluiu outras cinco no cadastro de reserva, com representantes em todas as regiões do país (cinco na Amazônia Legal, 13 no Nordeste, dez no Sul, oito no Sudeste e uma no Centro-Oeste). Como resultado, vêm sendo apoiadas ações de apoio a redes de agroecologia em vários estados.
Situação da Iniciativa
- O Edital lançado para seleção de projetos já foi encerrado. Para saber mais, acesse a seção "Chamadas e Editais".
- Para saber mais sobre os projetos já aprovados acesse a página "Projetos" e busque pelo nome da iniciativa.
- Não é uma iniciativa apta a receber recursos de apoiadores financeiros.